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Off Pitch

Blogue do treinador Bruno Dias

O mercado de janeiro

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No mundo do futebol, não há quem fique indiferente ao mês de janeiro, altura em que reabre o mercado de transferências. Neste mês, é possível aos clubes libertarem jogadores que não acrescentam valor a um projeto (mas que se podem tornar centrais noutro) e procurar soluções que aumentem a qualidade e competitividade. É ainda possível aliviar a folha salarial, caso seja necessário. Certo é que até dia 31 de janeiro, há interferências no trabalho diário.

Cabe ao treinador estar informado, agir no timing correto e blindar o grupo. O treinador e a sua equipa técnica conhecem melhor do que ninguém os jogadores que orientam e com os quais passam várias horas todas as semanas.

Idealmente, devem ser informados pelos jogadores da vontade de sair ou de propostas aliciantes que possibilitem uma melhoria das condições do atleta. Obter essa informação permite uma rápida ação. O treinador deve agir em prol do bem do projeto sem “cortar as pernas” aos jogadores. Se o jogador pretende sair para um clube que lhe oferece melhores condições, o papel do treinador é pensar imediatamente no seu substituto, dentro ou fora do quadro atual de jogadores. O que muda com esta saída? Qual o plano se não for possível contratar um substituto?

Blindar o grupo é essencial. Se nalguns contextos, devido ao aparato mediático, pode parecer mais complexo, esta blindagem é essencial em qualquer escalão. Aliás, no Campeonato de Portugal o “euro é mais caro” do que na primeira divisão e o jogador poderá andar mais distraído. É importante passar a mensagem de que só com uma dedicação constante ao clube que se defende se pode evoluir e que os contratos são válidos até ao último segundo.

PS: A propósito dos períodos de transferências e dos bastidores do futebol, recomendo o visionamento de “Sunderland ´Till I Die”, a nova série documental do Netflix sobre a paixão dos adeptos por um clube em apuros.